Gênero e educação

 Gênero e Educação: a importância de discutir essas questões nas escolas


Nos últimos anos, a discussão sobre gênero e identidade de gênero tem se tornado cada vez mais relevante em diversos campos da sociedade. Contudo, ainda há uma falta de informação e conhecimento sobre o assunto, o que acaba perpetuando preconceitos e discriminações. Por isso, a inclusão dessas discussões nas escolas se torna fundamental para uma educação mais abrangente e inclusiva.


Primeiramente, é importante lembrar que gênero não se trata apenas de ser homem ou mulher. Gênero é uma construção social, cultural e histórica que determina como se espera que cada pessoa se comporte, se vista e se relacione com o mundo a sua volta. Essas expectativas e padrões de comportamento, por sua vez, são reflexos de uma estrutura social dominante que reforça a ideia de que homens e mulheres devem desempenhar papéis e funções distintas na sociedade.


Ao discutir questões de gênero nas escolas, é possível contribuir para o combate ao machismo, homofobia, lesbofobia, bifobia e transfobia, que são formas de discriminação baseadas na identidade de gênero ou orientação sexual das pessoas. Essas formas de preconceito também interferem no acesso à educação e no ambiente escolar, prejudicando o desempenho escolar e o desenvolvimento pessoal e social dos estudantes.


De acordo com o Mapa da Violência 2020, no Brasil, cerca de 72% das vítimas de homicídio são homens, o que reforça a ideia de que ser homem no Brasil é um fator de risco. Por outro lado, a violência contra as mulheres, principalmente nas relações afetivas, também é alarmante. De acordo com dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em 2020, foram registrados 105.821 casos de violência contra a mulher, um aumento de 2,2% em relação a 2019.


Esses números indicam a necessidade de se discutir na escola questões ligadas ao significado de ser homem ou mulher na sociedade, para que se possa trabalhar a desconstrução de padrões opressores e promover a igualdade de gênero. Afinal, a escola é um espaço onde é possível desenvolver habilidades e competências que ajudem a construir a capacidade crítica e reflexiva dos estudantes.


Quando se fala em educação de jovens e adultos, a inclusão de questões de gênero é ainda mais importante. Segundo o IBGE, em 2020, cerca de 10,9 milhões de pessoas com mais de 15 anos eram analfabetas no Brasil. Desse total, 6,4 milhões são mulheres. Essa desigualdade se acentua ainda mais quando se trata do número de mulheres negras que não concluíram o ensino fundamental, que equivale a 16,2%.


Incluir questões de gênero na educação é, portanto, uma forma de promover a cidadania e a inclusão social, pois contribui para a formação de indivíduos mais críticos e conscientes de sua realidade e dos problemas do mundo ao seu redor. Além disso, pode ajudar a prevenir casos de violência, discriminação e quadros de depressão, ansiedade e estresse.


Porém, ainda há resistência e oposição por parte de alguns indivíduos e grupos que consideram essas discussões como um desrespeito aos valores tradicionais da sociedade. Esse posicionamento revela a fragilidade e a falta de adaptação de certos grupos à mudança em termos de valores sociais, o que dificulta o progresso da sociedade em busca de uma convivência pacífica e equilibrada para todas as pessoas, independente de sua identidade de gênero e orientação sexual.


Por fim, é importante ressaltar que as escolas devem se esforçar para formar indivíduos capazes de respeitar e conviver com a diversidade cultural, social e étnica. Incluir discussões de gênero na educação é uma maneira de assegurar que o processo de aprendizagem seja também uma ferramenta para a construção de uma sociedade inclusiva e justa.


Em suma, a inclusão de questões de gênero na educação brasileira é tão importante quanto fundamental para uma convivência social saudável e pacífica em um mundo cada vez mais diverso e heterogêneo. Negligenciar e resistir às mudanças de valores sociais pode ser considerado como um retrocesso para todos os indivíduos que pretendem viver em uma sociedade livre de preconceitos e desigualdades.

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